O consumo nacional acumulado de combustíveis do Ciclo Otto (menos GNV) até fevereiro deste ano teve uma ligeira queda, de 1,58%, em relação ao mesmo período do ano passado. Nos meses de fevereiro dos últimos três anos é possível verificar certa estabilidade no consumo do bimestre: em 2016, ele foi de 8,4 bilhões de litros, passando para 8,5 bilhões de litros no ano passado e decrescendo para 8,3 bilhões de litros nesse ano.

As informações de consumo de gasolina e etanol (convertido em gasolina equivalente) são divulgadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Considerando o consumo do mês de fevereiro, que foi de 4,01 bilhões de litros, houve uma queda de 3,59% no consumo total em relação ao mesmo período do ano passado, quando os brasileiros compraram 4,16 bilhões de litros de combustível.

Na comparação com janeiro também houve uma queda, só que um pouco mais significativa, de 8,09%. Essa redução de consumo no início de ano já é prevista pelo mercado devido à sazonalidade.

Consumo acumulado de etanol

Apesar da ligeira queda no consumo geral do Ciclo Otto, até fevereiro deste ano o etanol hidratado apresentou crescimento de 49,33%, considerando o mesmo período do ano passado. O consumo do biocombustível atingiu a demanda de 2,62 bilhões de litros, em relação aos 1,75 bilhão de litros em janeiro e fevereiro de 2017.

Considerando os estados brasileiros, São Paulo é o estado que mais demanda o combustível nas bombas, abarcando 1,37 bilhão de litros no primeiro bimestre de 2018, o que também representa um aumento em relação ao mesmo período do ano passado (+34,66%).

Goiás, Paraná, Mato Grosso e Minas Gerais também ampliaram a demanda pelo combustível derivado da cana, com destaque para o último, com aumento de 103,65% no consumo em relação ao acumulado de fevereiro do ano passado – de 153,99 milhões para 313,59 milhões de litros.

Consumo mensal de etanol

O aumento do consumo de etanol também fica claro no recorte mensal. A demanda pelo etanol hidratado no mês foi de 1,24 bilhões de litros, valor 43,20% a mais que no mesmo período do ano passado, quando o consumo foi de 868 milhões de litros do combustível.

No estado que mais consome etanol no país, São Paulo, o aumento também é evidente: enquanto no mês a demanda foi de 661 milhões de litros, no mesmo período do ano anterior o consumidor paulista adquiriu 28,10% a menos de etanol – 516 milhões de litros.

Preferência: gasolina x etanol

Em fevereiro, o etanol manteve estável a sua participação no consumo nacional de combustível. O combustível de cana correspondeu a 21,91% do consumo, pouco menos que no mês anterior (22,3%). Considerando o mesmo período do ano passado, o cenário é vantajoso, já que o consumo de hidratado correspondia a pouco mais de 14%.

O estado com maior preferência por etanol é o Goiás, abarcando 39,29% do mercado. São Paulo vem logo em seguida, com a fatia de consumo do hidratado correspondendo a 39,11%.

Consumo de gasolina

O maior consumo de etanol impactou na demanda por gasolina C. Enquanto o hidratado cresceu na preferência dos brasileiros, a gasolina vivencia uma redução no acumulado do ano, com uma demanda de 6,52 bilhões de litros – redução de 10,27% em relação aos 7,27 bilhões de litros no acumulado de janeiro e fevereiro do ano passado.

No desempenho mensal, o consumo da gasolina também caiu: passou de 3,55 bilhões de litros em fevereiro de 2017 para 3,13 bilhões de litros em fevereiro de 2018.

 

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